
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira, o deputado estadual Thiago Rangel durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de fraudes em contratos públicos e desvio de recursos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Além de Rangel, também foram alvos de mandados o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que já estava preso, e outros seis investigados.
Segundo a PF, as investigações avançaram após a apreensão de um computador ligado ao gabinete de Bacellar na Alerj. Entre os arquivos encontrados, havia uma planilha com indicações políticas para cargos estratégicos do governo estadual, incluindo órgãos públicos e setores da Educação.
De acordo com a investigação, o grupo atuava direcionando contratos de obras e reformas em escolas públicas do Norte Fluminense para empresas previamente escolhidas, facilitando o desvio de recursos públicos por meio de licitações fraudulentas.
A Polícia Federal aponta Thiago Rangel como uma das peças centrais do esquema, utilizando influência política para nomear aliados em cargos estratégicos e facilitar contratos irregulares. Entre os demais investigados estão operadores financeiros, empresários, servidores públicos e pessoas ligadas diretamente ao parlamentar.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. As investigações seguem em andamento.





