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A Alemanha informou que tomou conhecimento do aumento de tarifas anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre importações de automóveis da União Europeia e que está em contato com a Comissão Europeia enquanto esta mantém negociações com Washington, informou neste domingo (3) o Ministério da Economia em Berlim.
“Coordenaremos de perto, no âmbito da União Europeia, os próximos passos”, afirmou o ministério em comunicado.
Trump anunciou na sexta-feira, em publicação na Truth Social, que aumentará as tarifas aplicadas para carros e caminhões produzidos na União Europeia para 25%. Segundo o mandatário, o bloco europeu não está cumprindo o acordo comercial acertado com os EUA.
“Tenho o prazer de anunciar que, com base no fato de que a União Europeia não está cumprindo nosso acordo comercial totalmente acertado, na próxima semana aumentarei as tarifas cobradas da União Europeia para carros e caminhões que entram nos Estados Unidos. A tarifa será elevada para 25%”, escreveu na postagem.
O presidente americano ainda alertou que, se os países membros da União Europeia produzirem carros e caminhões em fábricas nos EUA, “não haverá tarifa”.
Logo após o anúncio, também na sexta, a associação automobilística alemã VDA pediu aos Estados Unidos e à União Europeia que iniciassem conversas rápidas e honrassem o acordo comercial existente. A presidente da VDA, Hildegard Mueller, disse que o custo de tarifas adicionais seria enorme e provavelmente impactaria também os consumidores dos EUA.
As montadoras de automóveis, o maior setor industrial da Alemanha, já estão lutando contra a demanda da Europa, uma mudança para os veículos elétricos e a concorrência feroz da China.
Washington e Bruxelas chegaram a um acordo comercial limitado que reduziu as elevadas taxas alfandegárias do “Dia da Libertação” de Trump para 15% sobre a maioria dos produtos importados pelos EUA do bloco. Em troca, a UE concordou em reduzir a zero as suas próprias taxas sobre bens industriais dos EUA e alguns produtos agrícolas.
As autoridades americanas, entretanto, estão cada vez mais frustradas com a lentidão com que o bloco tem implementado sua parte do acordo. Os legisladores da UE aprovaram o acordo comercial no início deste ano, embora sua aprovação tenha sido adiada devido à indignação com a campanha de Trump para adquirir o território dinamarquês da Groenlândia.
Do outro lado, os eurodeputados impuseram condições, incluindo a concordância em reverter a decisão caso Trump impusesse novas taxas. Nos termos do acordo comercial, as exportações europeias de automóveis, produtos farmacêuticos e semicondutores para os EUA estavam todas sujeitas à tarifa de 15%.
A escalada das tensões comerciais também ocorre num momento em que Washington busca persuadir aliados, inclusive na Europa, a trabalharem em conjunto para garantir as cadeias de suprimentos de minerais críticos e reduzir a dependência da China.
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