
O shopping Aeon Mall Kumamoto, que sofreu um desabamento parcial após uma explosão provocada pelo terremoto de magnitude 7,1 registrado nesta terça-feira (28) no sul do Japão, havia sido reinaugurado há pouco mais de um mês como marco dos dez anos da recuperação da região após o terremoto de 2016.
Inaugurado em 2005, o centro comercial chegou a fechar temporariamente após o terremoto de magnitude 7,3 que atingiu Kumamoto em 2016. Segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun, o complexo retomou gradualmente as atividades e passou por uma ampliação e reforma em 2018.
Neste ano, o empreendimento passou por uma nova e ampla revitalização. Reinaugurado em 13 de junho, recebeu reforços estruturais para aumentar a resistência a terremotos, além de outras melhorias voltadas à segurança.
Segundo as informações do próprio shopping, a área do terreno é de cerca de 224 mil metros quadrados, possui 120 mil metros quadrados de área construída, abriga aproximadamente 160 lojas distribuídas em dois pavimentos, além de um cinema e espaço para 4.500 carros em seu estacionamento.
De acordo com a agência de notícias Reuters, após a chegada da fábrica da fabricante de chips taiwanesa TSMC em Kumamoto, o shopping tinha passado a receber mais de 8 milhões de visitantes por ano desde 2024.
A explosão derrubou parte das paredes e expôs a estrutura metálica do prédio. Segundo a Reuters, entre 20 e 30 funcionários continuavam desaparecidos nas horas seguintes ao desastre, enquanto equipes de resgate aguardavam condições seguras para iniciar as buscas devido ao risco de novos tremores.
Após o terremoto funcionários do Aeon Mall Kumamoto conseguiram evacuar cerca de 200 pessoas do edifício. Aproximadamente uma hora depois, uma forte explosão atingiu o centro comercial, provocando o desabamento parcial da estrutura e expondo vigas metálicas e parte do interior do prédio, segundo a agência de notícias Reuters.
As causas da explosão ainda são investigadas, mas testemunhas relataram cheiro de gás na região. A emissora pública NHK informou que entre 20 e 30 funcionários permaneciam desaparecidos nas horas seguintes ao desastre, enquanto as equipes de resgate enfrentavam dificuldades para iniciar as buscas devido ao risco de novos tremores.
*Estagiário sob supervisão de Diogo Max







